sábado, 8 de maio de 2010

SemNome

Não costumo me fazer perguntas sobre os perpasses que dá a vida
E nem ao menos sobre cada resquício de vida que fica na minha
Mas assumo para mim mesma que me questiono sobre você
Sobre a forma que chegou, e mais ainda sobre a forma que ficou
Com a intensidade que o contexto nos permite
De cores e tons que nos tem sido mostradas
Da forma que pode ser, mesmo não sendo
E mesmo não podendo ser, é
Num relance de censura, a racionalidade já não faz parte
Já não cabe aqui
Pois não foi lembrada desde o início
E se não foi lembrada, não será agora trazida
Permitamo-nos, como temo-nos permitido
Como deveria eu ter permitido-me sempre
Ou não. De modo que a permissão chega quando deve de fato chegar
Permito-me, então.
E vou ao encontro de um desconhecido céu
Mas com um azul de tons em cintilante já quase tão conhecidos
Uma entrega tímida e um medo sorrateiro de uma ansiedade rouca
Um anjo galanteador, dono das cantadas baratas mais caras que já pude ouvir
Esperto, na sua observação inteligente
Possuidor de sábias palavras, coerentes em sua maioria
Calientes, fuertes, vivas palabras
Crazy like a hot dance on a rainy day
Meu coração desconfiado não quer mais dúvidas
Assim pois, não mais questiona
Venha, o que virá. Vi-ve-rei.
Anjo doce de cores quentes,
me envolve em seus lençóis de pura poesia fria
de doce poesia ardente de sentimentos remexidos sem explicação prévia
Vem, que indo eu já estou.

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